quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O BRASIL DA HISTÓRIA


Em 15 de novembro de 1889, o Brasil mudou sua história com a proclamação da República, feita pelo marechal Deodoro da Fonseca no Rio de Janeiro. A data marcou o fim da monarquia brasileira. Um governo provisório foi estabelecido e o decreto número um anunciava a República Federativa.

O processo histórico em que se desenvolveu o fim do regime monárquico brasileiro e a ascensão da ordem republicana no Brasil perpassa por uma série de transformações onde visualizamos a chegada dos militares ao poder. De fato, a proposta de um regime republicano já vivia uma longa história manifestada em diferentes revoltas onde a opção republicana dava seus primeiros sinais. Entre tantas tentativas de transformação, a Revolução Farroupilha (1835-1845) foi a última a levantar-se contra a monarquia.

Podemos destacar a importância do processo de industrialização e o crescimento da cafeicultura enquanto fatores de mudança sócio-econômica. As classes médias urbanas e os cafeicultores do Oeste paulista buscavam ampliar sua participação política através de uma nova forma de governo. Ao mesmo tempo, os militares que saíram vitoriosos da Guerra do Paraguai se aproximaram do pensamento positivista, defensor de um governo republicano centralizado.

Além dessa demanda por transformação política, devemos também destacar como a campanha abolicionista começou a divulgar uma forte propaganda contra o regime monárquico. Vários entusiastas da causa abolicionista relacionavam os entraves do desenvolvimento nacional às desigualdades de um tipo de relação de trabalho legitimado pelas mãos de Dom Pedro II. Dessa forma, o fim da monarquia era uma opção viável para muitos daqueles que combatiam a mão-de-obra escrava.

Até aqui podemos ver que os mais proeminentes intelectuais e mais importantes membros da elite agro-exportadora nacional não mais apoiavam a monarquia. Essa perda de sustentação política pode ser ainda explicada com as conseqüências de duas leis que merecem destaque. Em 1850, a lei Eusébio de Queiroz proibiu a tráfico de escravos, encarecendo o uso desse tipo de força de trabalho. Naquele mesmo ano, a Lei de Terras preservava a economia nas mãos dos grandes proprietários de terra.

O conjunto dessas transformações ganhou maior força a partir de 1870. Naquele ano, os republicanos se organizaram em um partido e publicaram suas idéias no Manifesto Republicano. Naquela altura, os militares se mobilizaram contra os poderes amplos do imperador e, pouco depois, a Igreja se voltou contra a monarquia depois de ter suas medidas contra a presença de maçons na Igreja anuladas pelos poderes concedidos ao rei.

No ano de 1888, a abolição da escravidão promovida pelas mãos da princesa Isabel deu o último suspiro à Monarquia Brasileira. O latifúndio e a sociedade escravista que justificavam a presença de um imperador enérgico e autoritário, não faziam mais sentido às novas feições da sociedade brasileira do século XIX. Os clubes republicanos já se espalhavam em todo o país e naquela mesma época diversos boatos davam conta sobre a intenção de Dom Pedro II em reconfigurar os quadros da Guarda Nacional.

A ameaça de deposição e mudança dentro do exército serviu de motivação suficiente para que o Marechal Deodoro da Fonseca agrupasse as tropas do Rio de Janeiro e invadisse o Ministério da Guerra. Segundo alguns relatos, os militares pretendiam inicialmente exigir somente a mudança do Ministro da Guerra. No entanto, a ameaça militar foi suficiente para dissolver o gabinete imperial e proclamar a República.

O golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889 foi reafirmado com a proclamação civil de integrantes do Partido Republicano, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Ao contrário do que aparentou, a proclamação foi conseqüência de um governo que não mais possuía base de sustentação política e não contou com intensa participação popular. Conforme salientado pelo ministro Aristides Lobo, a proclamação ocorreu às vistas de um povo que assistiu tudo de forma bestializada.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

ACORDA BOQUIRA

Escrever em prosa e verso
É algo gratificante
Na Poesia, no Cordel
No nosso Brasil Gigante
Falar de assuntos variados
Do Profano ao Sagrado
Inspirados em cada fonte.

Pode-se falar de política
Também de Politicagem
E essa última que digo
É uma barbaridade
Pois ela está presente
E a cada ano se sente
Dominando a nossa cidade.

A demoagoia é outra
Que em Boquira aparece então
A maioria dos nossos candidatos
Deixa seu povo na “mão”
Não sei o que acontece
Pois eles só nos conecem
Em épocas de ELEIÇÃO.

Eu quero ironizar
Mas com responsabilidade
Tudo o que o povo sente
Nessa nossa cidade
Pois não dá para conformar
Deixar a banda passar
Com tanta barbaridade.

Vemos a ideologia
Muitas vezes ser trocada
E esses nosso políticos
Com as caras “descaradas”
Nos fazendo de bobos
Caímos nas garras do lobo
Dessas feras “esfomeadas.”

Pelo voto que foi dado
O que temos merecido
Lá nas urnas eletrônicas
O voto foi esquecido
E agora desconsolados
Temos que ficar calados
E comer o bolo vencido.

Neste país varonil
No país da derrocada
Diz que todos somos felizes,
Nessa nossa pátria amada
Cá temos nossas raízes
Pena que para os infelizes
Nem há leis pra quase nada!

Eu queria convidar
O leitor rapidamente
A por momentos entrar
Na política do momento
E rápido analisar
O que podemos esperar
Dessa safra de pretendentes

Estou até animado
Com nomes que estão surgindo
Pra Câmera de Vereadores
Pois ainda acredito
Que com novas idéias
E pessoas que “executem elas”
Teremos um município bonito

Boquira pede socorro
S.O.S. Progresso
Será que ele nos esqueceu
Será que somos o resto
Já é século Vinte e Um
Um por todos e todos por um
E cidade rejuvenesce

Tristemente eu percebo
Que ninguém escape ileso
Da insana corrupção
Que deixa o homem “bêbado”
Também vejo que ninguém
Por mais corrupto que seja
Que por ela esteja preso.

E de cada geração
De safados que viceja
Nasce outra mais potente
Com tamanha esperteza
E inda mais sem coração
Deixando nosso povão
Na mais profunda tristeza

E o nosso município
Foi a terra do futuro
De ouro, chumbo e prata
Só nos restou o “monturo”
Dos vestígios poluentes
Deixando nosso povo doente
E os políticos em cima do muro

Lentamente meu sorriso
Vai minguando e se extinguindo
Uma mágoa enorme e triste
Meu coração vai sentindo
Por saber que ainda persiste
Essa malvada e triste
Falta de compromisso

por outro lado sou um otimista
Há 30 anos eu existo
Já estou chegando perto
Da idade de Jesus Cristo
Esse tinha ideologia
Pois ao seu povo defendia
Até na hora do seu sacrifício

Mais uns meses de lambuja
Durante esse tempo todo
Festa, discursos vazios
Porém nada de novo
Tomara que isso mude
E políticos de atitude
Defenda os interesses do povo

Com muitos discursos vazios
Enganará nosso povão
Desde MANTEIGA e ACUNHA
É a mesma “tapiação”
Farinha do mesmo saco
Em direção ao buraco
Por falta de opção

Mas mantenho a esperança
E peço aos candidatos novos
Se acaso forem eleitos
Defendam o nosso povo
Pois se cada um lutar
Tem certeza que vamos tirar
Nossa cidade do lodo.

E o que não presta é isto
A mentira cotidiana
essa sim posso falar
é uma comédia desumana
E triste ver o povão
Cheio de indignação
Desacreditar da pessoa humana

Obrigado a você
Que leu ess cordel
Para você eleitor
Eu tiro o meu chapeu
É só não deixar se enganar
Ninguém te alienar
Seja a você mesmo, fiel.


Abraços Poéticos
José Roberto Neves