quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ACORDA BOQUIRA

Escrever em prosa e verso
É algo gratificante
Na Poesia, no Cordel
No nosso Brasil Gigante
Falar de assuntos variados
Do Profano ao Sagrado
Inspirados em cada fonte.

Pode-se falar de política
Também de Politicagem
E essa última que digo
É uma barbaridade
Pois ela está presente
E a cada ano se sente
Dominando a nossa cidade.

A demoagoia é outra
Que em Boquira aparece então
A maioria dos nossos candidatos
Deixa seu povo na “mão”
Não sei o que acontece
Pois eles só nos conecem
Em épocas de ELEIÇÃO.

Eu quero ironizar
Mas com responsabilidade
Tudo o que o povo sente
Nessa nossa cidade
Pois não dá para conformar
Deixar a banda passar
Com tanta barbaridade.

Vemos a ideologia
Muitas vezes ser trocada
E esses nosso políticos
Com as caras “descaradas”
Nos fazendo de bobos
Caímos nas garras do lobo
Dessas feras “esfomeadas.”

Pelo voto que foi dado
O que temos merecido
Lá nas urnas eletrônicas
O voto foi esquecido
E agora desconsolados
Temos que ficar calados
E comer o bolo vencido.

Neste país varonil
No país da derrocada
Diz que todos somos felizes,
Nessa nossa pátria amada
Cá temos nossas raízes
Pena que para os infelizes
Nem há leis pra quase nada!

Eu queria convidar
O leitor rapidamente
A por momentos entrar
Na política do momento
E rápido analisar
O que podemos esperar
Dessa safra de pretendentes

Estou até animado
Com nomes que estão surgindo
Pra Câmera de Vereadores
Pois ainda acredito
Que com novas idéias
E pessoas que “executem elas”
Teremos um município bonito

Boquira pede socorro
S.O.S. Progresso
Será que ele nos esqueceu
Será que somos o resto
Já é século Vinte e Um
Um por todos e todos por um
E cidade rejuvenesce

Tristemente eu percebo
Que ninguém escape ileso
Da insana corrupção
Que deixa o homem “bêbado”
Também vejo que ninguém
Por mais corrupto que seja
Que por ela esteja preso.

E de cada geração
De safados que viceja
Nasce outra mais potente
Com tamanha esperteza
E inda mais sem coração
Deixando nosso povão
Na mais profunda tristeza

E o nosso município
Foi a terra do futuro
De ouro, chumbo e prata
Só nos restou o “monturo”
Dos vestígios poluentes
Deixando nosso povo doente
E os políticos em cima do muro

Lentamente meu sorriso
Vai minguando e se extinguindo
Uma mágoa enorme e triste
Meu coração vai sentindo
Por saber que ainda persiste
Essa malvada e triste
Falta de compromisso

por outro lado sou um otimista
Há 30 anos eu existo
Já estou chegando perto
Da idade de Jesus Cristo
Esse tinha ideologia
Pois ao seu povo defendia
Até na hora do seu sacrifício

Mais uns meses de lambuja
Durante esse tempo todo
Festa, discursos vazios
Porém nada de novo
Tomara que isso mude
E políticos de atitude
Defenda os interesses do povo

Com muitos discursos vazios
Enganará nosso povão
Desde MANTEIGA e ACUNHA
É a mesma “tapiação”
Farinha do mesmo saco
Em direção ao buraco
Por falta de opção

Mas mantenho a esperança
E peço aos candidatos novos
Se acaso forem eleitos
Defendam o nosso povo
Pois se cada um lutar
Tem certeza que vamos tirar
Nossa cidade do lodo.

E o que não presta é isto
A mentira cotidiana
essa sim posso falar
é uma comédia desumana
E triste ver o povão
Cheio de indignação
Desacreditar da pessoa humana

Obrigado a você
Que leu ess cordel
Para você eleitor
Eu tiro o meu chapeu
É só não deixar se enganar
Ninguém te alienar
Seja a você mesmo, fiel.


Abraços Poéticos
José Roberto Neves

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